sexta-feira, 25 de março de 2011

DOS FICANTES AOS NAMORIDOS

Dos ficantes aos namoridos


Se você é deste século, já sabe que há duas tribos que definem o que é um relacionamento moderno.

Uma é a tribo dos ficantes. O ficante é o cara que te namora por duas horas numa festa, se não tiver se inscrito no campeonato “Quem pega mais numa única noite”, quando então ele será seu ficante por bem menos tempo — dois minutos — e irá à procura de outra para bater o próprio recorde. É natural que garotos e garotas queiram conhecer pessoas, ter uma história, um romance, uma ficada, duas ficadas, três ficadas, quatro ficadas... Esquece, não acho natural coisa nenhuma. Considero um desperdício de energia.

Pegar sete caras. Pegar nove “mina”. A gente está falando de quê, de catadores de lixo? Pegar, pega-se uma caneta, um táxi, uma gripe. Não pessoas. Pegue-e-leve, pegue-e-largue, pegueeuse, pegue-e-chute, pegue-e-conte-para-os-amigos.

Pegar, cá pra nós, é um verbo meio cafajeste. Em vez de pegar, poderíamos adotar algum outro verbo menos frio. Porque, quando duas bocas se unem, nada é assim tão frio, na maioria das vezes esse “não estou nem aí” é jogo de cena. Vão todos para a balada fingindo que deixaram o coração em casa, mas deixaram nada. Deixaram a personalidade em casa, isso sim.

No entanto, quem pode contra o avanço (???) dos costumes e contra a vulgarização do vocabulário? Falando nisso, a segunda tribo a que me referia é a dos namoridos, a palavra mais medonha que já inventaram. Trata-se de um homem híbrido, transgênico.

Em tese, ele vale mais do que um namorado e menos que um marido. Assim que a relação começa, juntam-se os trapos e parte-se para um casamento informal, sem papel passado, sem compromisso de estabilidade, sem planos de uma velhice compartilhada — namoridos não foram escolhidos para serem parceiros de artrite, reumatismo e pressão alta, era só o que faltava.

Pois então. A idéia é boa e prática. Só que o índice de príncipes e princesas virando sapo é alta, não se evita o tédio conjugal (comum a qualquer tipo de acasalamento sob o mesmo teto) e pula-se uma etapa quentíssima, a melhor que há.

Trata-se do namoro, alguns já ouviram falar. É quando cada um mora na sua casa e tem rotinas distintas e poucos horários para se encontrar, e esse pouco ganha a importância de uma celebração.

Namoro é quando não se tem certeza absoluta de nada, a cada dia um segredo é revelado, brotam informações novas de onde menos se espera. De manhã, um silêncio inquietante. À tarde, um mal-entendido. À noite, um torpedo reconciliador e uma declaração de amor.

Namoro é teste, é amostra, é ensaio, e por isso a dedicação é intensa, a sedução é ininterrupta, os minutos são contados, os meses são comemorados, a vontade de surpreender não cessa — e é a única relação que dá o devido espaço para a saudade, que é fermento e afrodisíaco. Depois de passar os dias se vendo só de vez em quando, viajar para um fim de semana juntos vira o céu na Terra: nunca uma sexta-feira nasce tão aguardada, nunca uma segunda-feira é enfrentada com tanta leveza.

Namoro é como o disco “Sgt. Peppers”, dos Beatles: parece antigo e, no entanto, não há nada mais novo e revolucionário. O poeta Carlos Drummond de Andrade também é de outro tempo e é para sempre. É ele quem encerra esta crônica, dando-nos uma ordem para a vida: “Cumpra sua obrigação de namorar, sob pena de viver apenas na aparência. De ser o seu cadáver itinerante".

Martha Medeiros
(Sempre arrasando nos seus textos!)

quarta-feira, 23 de março de 2011

AMANHÃ ENTREVISTA - RADIO PRINCESA

AMANHÃ ÀS 8h30m  ENTREVISTA NA RADIO PRINCESA.
ASSUNTO: CIDASC - INSPEÇÃO DE CARNES E CARNES CLANDESTINAS.

CLIQUE EM:
http://www.radios.com.br/play/1_princ1130am-br.htm

OUÇA E PRESTIGIE.

terça-feira, 22 de março de 2011

DO SITE TUDOSOBREXANXERE - CARNES - CIDASC

Extraído do site http://www.tudosobrexanxere.com.br

Para ver a noticia original, clique em: http://www.tudosobrexanxere.com.br/index.php/desc_noticias/consumo_de_carne_naeo_inspecionada_pode_causar_doencas_graves/


Ter, 22/03/11 às 09:40 - Visualizações: 293

Consumo de carne não inspecionada pode causar doenças graves

Consumo de carne não inspecionada pode causar doenças graves
Cidasc dá dicas ao consumidor para comprar carne com procedência
A Cidasc alerta a população de Xanxerê e região sobre o consumo de carne bovina não inspecionada. A falta de procedência da carne pode causar doenças sérias, como a teníase e intoxicações alimentares.
Segundo o coordenador do Serviço de Inspeção Estadual SIE da Cidasc de Xanxerê, Jamil da Silva Junior, ao ingerir carne sem inspeção, o consumidor não sabe a conservação que este alimento teve e muito menos a qualidade. A carne pode ter multiplicação bacteriana e causar intoxicações gravíssimas.
A presença de rótulo numa carne embalada é essencial. A falta deste item deve servir de alerta ao consumidor.
- Se você não encontrar o rótulo, desconfie, pois você não sabe de onde veio esta carne e há grandes chances de ter origem clandestina. Uma carne carimbada significa que tem qualidade garantida e que passou por um processo de inspeção – comenta Jamil.
Além da rotulagem para saber a origem da carne, o consumidor deve analisar outros itens básicos para garantir uma carne de qualidade em sua mesa.
O prazo de validade do alimento é importante, também é preciso verificar se a carne bovina possui um carimbo de inspeção, seja ele SIE (inspeção estadual), CIF (inspeção federal) ou carimbo de inspeção municipal.
- Existem carnes vendidas sem rótulo e costumam ser mais baratas. A princípio, o consumidor pode pagar mais barato pela comida, mas pode ser caro para a saúde. Caso você tenha problema na ingestão da carne, você não tem para quem reclamar – explica Jamil.
Se o consumidor verificar alguma irregularidade em açougues e supermercados da cidade, deve avisar a Vigilância Sanitária Municipal. Se a carne for oriunda de um abatedouro estadual, a Cidasc é informada.
A inspeção realizada pela Cidasc é desde a chegada do animal no abatedouro, momento do abate e corte até a armazenagem e expedição desta carne.
Atualmente, em Xanxerê, há dois abatedouros estaduais de carne bovina e um abatedouro municipal. A Cidasc fiscaliza os abatedouros estaduais que são um total de sete na região. Além dos dois em Xanxerê, há um em São Domingos e quatro em Xaxim. Esses locais são visitados quinzenalmente pelos técnicos da Companhia.
Jamil reforça ainda que a Cidasc realiza a fiscalização também do trânsito das carnes, para que não sofram alterações através das barreiras sanitárias que são realizadas em pontos estratégicos da região.
 Postado por: Aline Acadrolli
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terça-feira, 15 de março de 2011

REPORTAGEM - CIDASC - CISTICERCOSE


Reportagem da CIDASC sobre cisticercose, veiculada no jornal Folha do Alto Irani hoje, em Xanxerê.













terça-feira, 1 de março de 2011

REFLEXÃO

"As vezes nós perdemos as pessoas que mais amamos, por não termos coragem de dizer o que realmente sentimos."

A frase já diz tudo...
Basta apenas refletir e fazer acontecer. E realmente falar tudo o que se pensa, nem que machuque na hora, mas é melhor machucar por um momento do que por uma vida toda.
E dizer o que se sente, nem que seja difícil ou que não caiba em palavras, ainda é válido tentar, dizer quando se ama de verdade, dizer que está apaixonado, dizer que num ta afim de dizer nada, dizer que ta com frio, fome, sede; dizer oi, como vai você, dizer que teve um dia péssimo e estressante, que o chefe atazanou a sua cabeça, dizer que se quer algo, dizer que se quer alguém, dizer hoje o que pensa. Não deixar para amanhã. Pode ser tarde demais.
E pra saber a quem amamos temos que falar o que sentimos, se não nunca amaremos a ninguém, e nunca seremos amados.
O amor não é algo que surge assim de supetão, de cara, algo que temos certeza absoluta desde o primeiro instante. Isto pode até existir, mas chama-se paixão. A paixão passa, mas o amor é o único que fica.
O amor se desenvolve com o tempo. Ele é feito de muito diálogo, exatamente isto: dizer o que se pensa, e saber o que o outro pensa. Com isto desenvolve-se o amor, pois um sabendo muito bem o que o outro pensa, sabe quais os meios e sabe o que precisa fazer para agradar.
O amor é feito de duas palavras chaves. A primeira é "cumplicidade".
Procurei o que diz o dicionário:
1. Compreensão profunda, muitas vezes não expressa, entre duas ou mais pessoas;
2. Entendimento;
3. Amizade.
E encontrei também algumas definições pessoais que achei interessante:
1. Consideração, um olhar, um sorriso, um gesto. Mas acima de tudo: Confiança! Afinidade e parceria também são ingredientes para a cumplicidade;
2. Apoiar o outro em suas decisões, sem tentar interferir em suas ideias, ou crenças, aceitar os limites do outro, saber ouvir o que o outro tem a dizer, mesmo que você não concorde, para que o outro possa lhe ouvir também, dividir o espaço sem romper seus limites, trocar experiências e não competir entre si.

E outra palavra importante no que diz respeito a amor é "fidelidade"
fidelidade

[Do lat. fidelitate.]
Substantivo feminino.

  1. Qualidade de fiel; lealdade.
  2. Constância, firmeza, nas afeições, nos sentimentos; perseverança.
  3. Observância rigorosa da verdade; exatidão.

Fidelidade (do latim fidelitas[1][2][3] pelo latim vulgar fidelitate[4]) é o atributo ou a qualidade de quem ou do que é fiel (do latim fidelis), para significar quem ou o que conserva, mantém ou preserva suas características originais, ou quem ou o que mantém-se fiel à referência.

Fidelidade implica confiança e vice-versa, e essa relação de implicação mútua aplica-se quer entre dois indivíduos, quer entre determinado sujeito e o objeto sob sua consideração, que, a seu turno, também pode ser abstrato ou concreto. Essa co-significação originária mostra-se plena quando se trata de dois sujeitos, ambos com capacidade ativa, pois, nesse caso se pode invocar o correlato confiança (do latim cum, "com" e fides, "fé").

Estas duas palavras já dizem tudo.

Amor é cumplicidade e fidelidade

É confiança e entendimento do que o outro pensa.
É falar e ouvir na hora certa, no momento certo.
É compreender o que o outro pensa, mesmo que você não concorde.
É tentar entender porque o outro pensa diferente.
É mudar as suas ideias para que sejam semelhantes a de quem se ama.
É ser fiel.
É afinidade, parceria.
É constância nos sentimentos.
É firmeza.
É perseverança.
É ficar calado para não falar o que pode ofender.
É consideração, um olhar, um sorriso, um gesto.
É apoiar o outro em suas decisões, mesmo sendo contrárias.
É descobrir o que ambos tem em comum
É buscar pontos em comum um no outro
É enfim dizer o que se sente!

By Jota Júnior